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Vinhos Rosés – não são brancos, nem tintos, mas muito apreciados, saiba mais sobre eles

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Os Rosés estão na moda e no gosto de muitos apreciadores de vinho.

São a escolha ideal para um dia quente, caracterizam-se pela leveza, frescor e ficam bem com pratos leves preparados de forma simples. São geralmente consumidos jovens, altura em que a sua acidez está bem activa.

O vinho rosé atravessa alegremente o espaço de cor entre o vinho tinto e branco, de certa forma, o rosé é mais como um estado de espírito.

O rosé acontece quando as peles das uvas tintas tocam no vinho apenas por um curto período de tempo. Quando alguns vinhos tintos fermentam durante semanas de cada vez em peles de uvas tintas, os vinhos rosé são tintos manchados durante apenas algumas horas. O enólogo tem total controlo sobre a cor do vinho, e remove as peles de uvas tintas (a fonte do pigmento vermelho) quando o vinho atinge a cor perfeita. Como pode imaginar, quase qualquer uva de vinho tinto (do Cabernet Sauvignon ao Syrah) pode ser utilizada para fazer vinho rosé, no entanto, existem vários estilos e uvas comuns que são preferidos para o rosé.

Os principais sabores do vinho rosé são fruta vermelha, flores, citrinos e melão, com um agradável sabor verde crocante no final semelhante ao aipo ou ruibarbo. Claro que, dependendo do tipo de uva com que o vinho rosé é feito, o sabor varia muito. Por exemplo, um Aglianico rosé-rosé italiano profundamente colorido é chamado “Rosato” em Itália,- oferecerá sabores de cereja e casca de laranja, e um Grenache rosé de cor pálida da Provença em França saboreará melão, limão e aipo.

Os vinhos rosé podem parecer semelhantes em cor, mas há uma grande variedade de sabores dentro desta categoria crescente de vinho. As grandes diferenças dos vinhos rosé resultam das castas a partir das quais são produzidos

Como é feito o Vinho Rosé?

Existem 3 formas primárias de fazer vinho rosé. 

Método de Maceração

O método de maceração é quando as uvas de vinho tinto são deixadas repousar, ou macerar, no sumo durante um período de tempo e depois todo o lote de sumo é acabado num vinho rosé. O método de maceração é provavelmente o tipo de rosé mais comum disponível e é utilizado em regiões como a Provença e Languedoc-Roussillon, França onde o rosé é tão importante como o vinho tinto ou branco.

Método “Saignée” ou “Bled”
O método Saignée (“San-yay”) é quando durante as primeiras horas de elaboração de um vinho tinto, parte do sumo é sangrado e colocado numa nova cuba para fazer rosé. Este método é muito comum em regiões vinícolas que produzem vinhos tintos finos, como Napa e Sonoma. O objectivo de sangrar do sumo não só produz um belo rosé, como também concentra a intensidade dos vinhos tintos. Os vinhos Saignée são bastante raros, devido ao método de produção e muitas vezes constituem apenas cerca de 10% ou menos, da produção de uma adega.

Método de mistura
O método de mistura é quando um pouco de vinho tinto é adicionado a uma cuba de vinho branco para fazer rosé. Não é necessário muito vinho tinto para tingir um vinho branco rosado, pelo que, normalmente, estes vinhos terão até cerca de 5% de um vinho tinto adicionado. Este método é muito incomum com vinhos ainda rosados, mas acontece muito mais em regiões de vinhos espumantes como o Champagne. Um exemplo de um vinho muito fino feito com esta técnica é o Champagne rosé da Ruinart, que é principalmente Chardonnay com uma mistura de Pinot Noir tinto.

Harmonização

Os Rosés ficam no meio caminho entre os tintos e brancos, trazem consigo a leveza e, delicadeza e frescor dos brancos e podem apresentar algumas características dos tintos, como por exemplo, uma pequena sensação adstringente decorrente da presença de taninos.

Na Harmonização, é possível passear entre os dois mundos, porém, devido às suas caracterisitcas ficam melhor com comidas mais leves e frescas.

Saladas, entradas e canapés – combinam lindamente com rosas leves e jovens, principalmente se houver a presença de algum ingrediente de considerável acidez, por exemplo o tomate.

Massas – Depende do molho, mas os mais simples e ácidos ficam melhores com os rosés leves e refrescantes já os mais untuosos combinam melhor com os rosés de maior corpo e estrutura.

Pizzas – Acompanham bem com rosés de acidez elevada, que podem ser os leves e refrescantes ou mesmo alguns mais aromáticos e secos.

Pizzas de Atum ficam bem com rosés mais encorpados.

Peixes e frutos do mar – Sushis, sashimi ficam bem com rosés leves e de acidez elevada.

Carnes brancas- Rosés leves, com uma certa mineralizada e acidez média/alta.

Jovens e Leves – Os Rosés acima, destacam-se pelo seu frescor e juvenilidade. Acompanham bem com sushi, saladas, peixes e mariscos.

Aromáticos e Complexos – Qualquer um dos rosés acima apresenta características diferentes dos que estamos habituados a consumir. Mais complexos e delicados, combinam com peixes gordos, sushi, comida oriental e marisco.

Outras informações

Ordem de serviço e temperatura: Espumante/Frisante -> Brancos -> Rosés -> Tintos -> Fortificados ou Sobremesa

Temperatura Correcta: Leves – 8 a 10º | Encorpados – 10 a 12º

Copo Adequado: Semelhante à dos vinhos brancos, porém o bojo levemente mais largo e com forma de diamante.

Modelo Vinum Extreme desenvolvido pela empresa Riedel, com o intuito de revelar aromas específicos dos vinhos rosés, uma vez que entra na boca. 

Caso não tenha esse, utilize um copo de vinho branco.

copo rosés

Conservação: A maioria dos rosés são feitos para serem consumidos jovens, isto é entre o 1º e 3º ano de produção, para realçar o seu frescor e acidez.

No entanto os Rosés mais complexos podem ser consumidos com mais longevidade, tal como o Principal Rosé Tête Cuvée que é de 2010.

Duração depois de aberto: O ideal é que seja consumido até 3 dias depois de aberto e guardado na geladeira depois de abertos.

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